Home Diário de Bordo Veleiro Macu
Veleiro Macu
Nov
22
2008
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Fim de Semana com boa velejada |
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Por Administrator
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22 de novembro de 2008 |
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Marcelino, família e amigos velejaram em Angra dos Reis no Volker 40 e cantaram parabéns no Saco do Céu
O grupo era grande e saímos na companhia do Brasilia 32 (bareboat anunciado neste site com um skipper contratado). Nós recebemos a bordo do Macu: Marcelino e Fátima, a princesinha Bia, Vovó Maria Inês e Vovô Diogo (Hostess Renata e Capitão Guillermo) . No Brasilia 32 estavam Eduardo, Priscila, Luiza, Alexandre e Cibele (com capitão Jorge).
Chegaram de São Paulo sexta-feira, dia 21 de novembro, de tardinha. Embarcamos e jantamos, alguns a bordo e outros no restaurante do Marcelo em Porto Aquarius 1. Que caprichou na moqueca e no filé de peixe.
Depois do café da manhã, lá pelas 9h30 do sábado, estavamos deixando Aquarius com roteiro definido: queriam ir ver as Botinas e Gipóia de dormir no Saco do Céu, o que eu não recomendo por ser um roteiro muito longo para um dia. Mas havia um motivo muito importante: Vovô Diogo e Fátima estavam festejando seus aniversários deste 22 de novembro e Marcelino queria oferecer a eles uma noite especial. Nada melhor para essas ocasiões do que Jantar no Restaurante Coqueiro Verde no Saco do Céu. Eu e o Capitão de pronto concordamos com o roteiro um pouco longo. E, sem que a Fátima soubesse por comunicações telepáticas, eu e Marcelino procuramos fazer algo especial (isso foi o grande motivador de tudo o que está por vir).
Arrumamos bem o barco por dentro para não cair nada, já sabíamos que grande vontade de Marcelino era navegar à vela. Cuidado como que deseja, pois pode ser que se realize, como se diz... se realizou. Ao sair do canal da Gipoia um vento, uma lestada de uns 15 nós entrava pelo canal bem no nariz. Estavamos com meia genoa e 2 rizos na vela grande para gerar algum conforto para os outros passageiros. O barco se equilibrou bastante bem e as ondas não eram grandes. O vento subiu para 17 nós antes de passarmos as Ilhas dos Porcos com proa ao Bananal (Ilha Grande) condições perfeitas para Volker 40 que queria voar! Neste bordo chegamos a ponta do Bananal e cambamos quase em cima do local onte está o Helicóptero afundado. Um borde pra cima das chatas que estão trabalhando na plataforma, outro borde já com mais ângulo para Lagoa Azul. Perdemos o outro barco de vista com tantas manobras, foi demais para os avós da Bia que pareciam cansados, o Capitão decidiu fazer uma parada na Lagoa Azul. Paramos perto do funiu, onde a Ilha Grande e a Ilha dos Macacos quase que se tocam.
O pessoal que estava noo Brasilia, um pouco apertados (para falar a verdade esse barco é ideal para 4 passageiros + um tripulante ou 5 e até 6 se forem todos velejadores), sugeriram uma sábia mudança de rota "que tal Sitio Forte?", digo "sábia" porque velejariamos com vento a favor, corrente a favor e nenhuma onda. Além disso poderíamos ter ficado mais tempo na Lagoa Azul pois Sitio Forte é pertinho. "Não! num dá, vamos pra Saco do Céu".
Lição: Quem faz sua rota num barco a vela é o vento, o mar e a experiência do capitão.
Mas nós já tinhamos telefonado para a Márcia, gentil proprietária do Restaurante Coqueiro Verde, que preparou como cortesia um gostoso bolo de aniversário. Como é que agora não vamos? E ninguém sabia disso, como vamos explicar para essa gente toda que temos que sair as pressas e contra o vento que subiu para 20 nós com rajadas de 25 até 30? Tudo por uma surpresa de aniversário.
Saímos sem velas da Lagoa Azul para ver a cara do bicho lá fora. Com não era muito feia, subimos a vela grande com 3 rizos. Salvo minha limitada capacidade de análise, acredito que se uma pessoa tem que colocar o terceiro rizo numa vela grande, quer dizer que a coisa tá feia e dizer "terceiro rizo" é o suficiente para me assustar. Mas não se assustem , pois não era o caso. O Capitão queria proporcionar um pouco de conforto aos passageiros deixando o barco menos adernado apesar da vontade do Marcelino de ver o quanto "dava" o Macu. O contravento até o Saco do Céu foi bastante simples e depois do primeiro bordo em direção a Porto Galo o vento diminuiu bastante e soltamos o terceiro rizo. O segundo bordo nos deu na ponta de Japariz (Ilha Grande), cambamos bem pertinho, depois mais dois bordos e já estavamos na ponta do Brandão na entrada da Enseada das Estrelas cambando pequenininho ida e volta para passar a ponta. Daí o vento vai se colocando mais pra popa, descemos a grande, filamos bem a genoa e seguimos assim até o Coqueiro Verde. O bote de apoio nos esperava na poita, ainda bem, pois já estava um pouco cansada de tantos bordes.
No Brasilia a coisa não foi tanta maravilha mas chegaram logo em seguida. Tanto eles como nós tivemos baixas de passageiros mareados que essa tarde juraram nunca mais subir em um veleiro. E aos que dizem que Angra não tem vento ta aí, temos testemunhas. O vento era ideal para o Volker40 que se comportou extremamente bem, num equilíbrio invejável. Movimentos suaves sem trancos e com velocidade impressionante para todo o peso que temos embarcado e somente 3 tripulantes ocupados nas manobras: Marcelino (feliz da vida) e Renata nas velas e Guille no leme.
O jantar foi muito bom e depois veio a surpresa do Bolo de Aniversário e ninguém mais se lembrava do mareio.
Na manhã seguinte, domingo, o vento era o mesmo em intensidade e direção. Mas nosso rumo era contrário. Voltamos só com genoa, toda aberta e vento de popa, em menos de 2 horas já estavamos no canal da Gipoia. Quem ontem pensava que velejar era só contravento agora aproveitava o conforto de uma empopada constante.
IMPORTANTE: a boia da ilha Itacuatiba está sem o marco deixando somente a base no mar e está super perigoso!
Paramos em uma das prainhas que ficam entre a Ponta da Figueira e a praia do Tanguá. O dia nublado deu espaço a um solzinho forte o suficiente para mostrar o bronzeado em São Paulo, e no caso da Cibele no Paraná.
As "crianças" se divertiram muito na praia e mergulharam munidos com mascara, snorkel e nadadeiras, tomaram sol e cerveja.
Infelizmente terminou o dia e tivemos que voltar para a marina. Fizemos uma rota por "dentro", mais proximo ao Saco da Ribeira e deu para apontar para Sra. Inês onde estáva a Ilha de Caras.
Qualquer comentário será bem vindo, clicke no link "escrever comentário".
Até a proxima
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Última Atualização ( 27 de novembro de 2008 )
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Mai
04
2008
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Feriado Primeiro de Maio parte 4 |
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Por Administrator
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04 de maio de 2008 |
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Na manhã de domingo, tivemos que recarregar os tanques com água. Fomos até a poita d' água também cortesia do Restaurante Coqueiro Verde no Saco do Céu (Ilha Grande) onde passamos a noite mais tranqüila do Feriado. Antes de todos acordarem, mais ou menos 7h da manhã eu e o Capitão fomos remando até a vila, tentar comprar pão. Segundo a dona do mercadinho, chegamos "tarde" o pão já tinha acabado. Não remamos em vão, o passeio até a vila é algo que todos deveriam fazer, é um lugarejo pequeno e pitoresco que guarda a herança das vilas de pescadores antigas da Ilha Grande (além disso, conseguimos comprar Skol longneck ).
Com tanta chuva nos dias anteriores, nem cogitamos a possibilidade de caminhar até a Cachoeira da Feiticeira, uma pena! Seguimos sentido Angra, com dia meio feio mas muito animado a bordo. Mais uma vez desistimos da visita à Lagoa Azul, a final seria desmoralizar um lugar tão bonito num dia como o de hoje, chuvoso e frio. Navegamos com rumo às Ilhas Botinas (Cartão Postal de Angra), que são duas ilhinhas idênticas que de longe parecem ter a forma de duas botas. Também não paramos aí, não seria adequado com o vento do momento e também não tinha transparência de água suficiente para um mergulho. Parecia mais legal ir para Praia do Dentista no lado de fora da Ilha Gipoia, pois tínhamos vento perfeito para esse curso.
Sempre com a Genoa trabalhando bem chegamos e ancoramos em frente a Praia do Dentista em 7 metros de profundidade com mais ou menos 21 metros de corrente. Tinha um pouco de onda entrando mas o Capitão decidiu que dava para parar em frente à praia para que os passageiros pudessem desembarcar, não precisávamos nos abrigar no local mais calmo, mais para dentro, como de costume em dias feios.
Os dois bares flutuantes, Jango's e Casa do Mar, chegaram rapidamente com seus botes para entregar cardápios, antes mesmo que eu terminasse a manobra de ancoragem. Isso é que faz a concorrência: a qualidade do atendimento aumenta, espero que o inverso aconteça com os preços.
Camila e Vinícius foram mais corajosos e enfrentaram bravamente as ondas da praia para passear pelas areias brancas. Achei que ia sair uma "video cassetada", que nada, foram verdadeiros profissionais do remo! ISH, Elogiei cedo demais.... deixaram o bote boiando nas ondas... eta! a solução foi pior que o problema: encontraram um poste e amarraram o bote nele, só que ainda boiando de um lado para o outro, raspando o fundo de borracha na areia, conchas e pedrinhas... essa é uma "ação fura botes infláveis" muito eficaz. Não era mais fácil subir o bote até a parte mais alta da praia evitando assim que água o movesse? Mais tarde eu não estava assistindo a manobra de retorno contra as ondas, mas chegaram no barco bem compostos, o que significa que vieram em segurança.
Depois de requentar a sobra da moqueca, fui ajudar as meninas a esquentar as pizzas para o almoço. Tá aí, acho que o mofo verde da parte de baixo da massa é um bom e claro motivo para eu continuar com minha chatice de " por favor cuidado com a tampa da geladeira", " pessoal quem deixou a geladeira aberta", "lembre-se de fechar a tampa da geladeira, ok?" Tomar Coca-cola quente não tem problema, mas algumas comidas podem estragar se não cuidarmos bem do isolamento da geladeira.
De qualquer maneira, ainda tinha azeitona, soborô de moqueca, biscoitos, snacks, queijo parmezão e uma das pizzas dava para comer. Acompanhada por um Grafiña Malbec de ótima qualidade até pizza mofada é um banquete! (ótima escolha do vinho)
Pela primeira vez na viagem me perguntaram: "Renata, quanto tempo demora até a próxima parada". Já eram os tristes efeitos do fim do passeio. Estávamos relativamente perto da próxima e final parada, Porto Aquarius1 e no retorno para casa foi feita a última tentativa do Capitão com a pesca que não foi boa nesse feriado. O que não faltou foi oportunidade para velejar, e ainda tínhamos um restinho de tempo para curtir uma navegação à vela durante a entrada na baia da Ribeira. Ainda deu tempo para passar perto da Ilha Comprida e Ilha de Japão para uma última foto na praia da cachoeira.
O fim da história é a mesma de sempre, amarramos o Macu em Porto Aquarius, nos despedimos e... até a próxima. Vinicius, Priscila, Vivi e Camila, foi um prazer receber vocês a bordo. Voltem sempre.
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Última Atualização ( 12 de setembro de 2008 )
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Mai
03
2008
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Feriado Primeiro de Maio parte 3 |
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Por Administrator
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03 de maio de 2008 |
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Após uma noite agradável, chuva suficiente para completar um tanque de água do veleiro (usando nosso sistema de coletor de água de chuva), amanhecemos na enseada da Crena (Abraão) com dia claro, sol e temperatura gostosa. O vento Leste que na chuvosa noite anterior tinha dado lugar ao conhecido SW, voltou durante a madrugada, mas, protegidos como estávamos não recebemos influência de ondas durante a noite. A praia estava muito bonita pela manhã, mas a água não estava nem parecida com a normal transparência do lugar e nossas amigas tartarugas, tão freqüentes neste horário, não deram as caras.
Decidimos não fazer mesa de café da manhã, seria algo mais express, durante a navegação. O objetivo era aproveitar o dia de sol para ir à Lopes Mendes e, já que tínhamos a vantagem de sair mais cedo do que as escunas de passeio do Abraão, talvez até poderíamos aproveitar a praia mais famosa da Ilha Grande só pra gente.
Saímos do Abraão mais ou menos 9h, na Ponta Grossa recebíamos ondas grandes de mar não muito desconfortável, notamos redemoinhos na água cor de caldo de cana, prováveis efeitos da ressaca, seguimos a motor, sem vento, mostrei o pessoal o Farol dos Castelhanos, marcando um extremo da Ilha Grande, chegamos na praia do Pouso (enseada de Palmas) mais ou menos 10h15 e já haviam 2 pequenos barcos de passeio e um veleiro. Logo chegariam as lanchas e depois os barcos lotados de turistas que não iriam perder esse dia de sol de jeito nenhum. A maneira foi apressar a turma: filtro solar, boné, sandália, água, salgadinhos, tudo preparado, remamos até a praia e mostramos para eles o início da trilha recomendando que estivessem de volta entre 15h e 15h30 no máximo, para chegarmos em Saco do Céu com luz do dia.
A caminhada até Lopes Mendes não é longa, mas depois de tanta chuva as decidas podiam estar escorregadias, lógico que alguém iria voltar com barro nas calças. Priscila foi a sorteada. Mas tiveram sorte em encontrar animais na trilha, como um numeroso grupo de macaquinhos. Não sei como estava a água, ondas ou a areia de Lopes Mendes porque eu e o Capitão ficamos cuidando do barco do lado de Palmas, mas acredito que logo haverá comentários sobre isso.
Durante esse tempo aproveitamos que o barco do lixo estava retirando material de Palmas e desembarcamos todo nosso lixo inorgânico, acumulado nestes dias. Logo em seguida fomos verificar se havia algum peixe para comprar, mas nos contaram que nos últimos dias quase não vieram barcos para Palmas, parece que a Ponta Grossa fez jus ao nome e estava muito difícil de passar.
Logo voltaram pela trilha muitos surfistas, que eram os passageiros dos barcos que já estavam na enseada quando chegamos, escutei dizerem que de manhã as ondas estavam muito boas. Vai saber que hora da manhã eles chegaram! Foi quando também recebemos a informação de que hoje a noite, na Praia do Amor, a Escuna Golfo (de 2 andares) estaria fazendo uma Festa. A escuna iria sair de Abraão as 23h e provavelmente as 23h30 já estariam no Saco do Céu. Disseram que se nosso pessoal estivesse animado que eles poderiam passar pelo Coqueiro Verde (onde planejávamos passara noite) para buscar-nos para a festa.
O céu começou a ficar com nuvens escuras e o SW típico da tarde neste local começou a soprar. Exatamente no momento que o grupo apareceu na praia chegando da trilha de Lopes Mendes para Pouso. O Capitão resolveu aproveitar o vento em popa para ir saindo, com um pouquinho de genoa. O banho seria em movimento. Amarramos um cabo que foi jogado na água com uma defensa na extremidade que ficaria na água, servindo de bóia de sinalização (fim do cabo), com o movimento do barco a corda estica e podemos pular do barco em movimento e nos agarrar na corda. Chamamos este "aparelho" de " Isca para Tubarão". Para dar coragem ao pessoal fui a primeira a mergulhar, com a velocidade do barco, logo a corda está perto e é bom segurar firme. Todos entraram e aproveitaram para passar xampu ali mesmo.
O banho terminou quando já estávamos no meio do caminho, todos a bordo, abrimos mais vela e seguimos para Saco do Céu. Depois da Ponta Grossa, já sem o efeito do vento local, terminamos o percurso a motor.
Chegamos no Saco do Céu ao entardecer ao som de Il Divo para dar um clima. Passamos pela tal Praia do Amor onde seria a festa mais tarde e mais no interior do Saco do Céu aproveitamos a cortesia do Restaurante Coqueiro Verde e amarramos o Macu numa poita deste restaurante.
No início da noite, ainda sem chuva, ficamos conversando no cockpit e ouvindo música. Já estava escuro quando ouvimos um barulho forte, eu que esta dentro do barco pensei que tinha sido um menino de jet ski da lancha ao lado, na verdade foi o botinho de apoio do Coqueiro Verde que de algum modo chocou com uma lancha que estava parada numa poita. Imagine, a situação, além de sofrer um acidente desses ainda bater na própria lancha dos donos do Restaurante!
Acabei cochilando e não ví o tempo passar, já era 21h20 quando comecei a chamar o apoio do restaurante pelo VHF 16. Geralmente eles atendem até as 21h. Só que sábado, Feriado, não sei porque não atendiam meu chamado no rádio. Já estava quase apelando para o Celular quando responderam e mandaram o barquinho de apoio para fazer o desembarque até o restaurante para a noite de Moqueca. A final nada de festa na escuna.
Dia muito proveitoso e divertido, todos rindo e felizes. Já totalmente ambientados ao barco e à vida a bordo. Pena que amanhã é o último dia.
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Última Atualização ( 12 de setembro de 2008 )
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Mai
02
2008
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Feriado Primeiro de Maio parte 2 |
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Por Administrator
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02 de maio de 2008 |
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Levantamos bem cedo, a maioria dormiu bem a pesar do balanço chato. É interessante escutar as distintas versões para a noite de tempestade. Nesta manhã o grupo estava mais falante e animado, muitas piadas sobre o telefonema noturno da Camila para o namorado seriam feitas de aí em diante, sem contar os comentários de que o barulho de água dá vontade de fazer xixi entre outros dessa magnitude. Comecei a perceber que era esse um seleto grupo de pessoas com muita criatividade, fato que foi constatado durante o restante da viagem com comentários extremamente inteligentes originados em temas variados.
Depois de um revigorante café da manhã com direito a misto quente "a la capitan", saímos com destino à Lagoa Azul com vento firme ainda do quadrante leste, as ondas continuaram grandes e freqüentes e a chuva deu um tempo. O vento e as ondas estavam muito fortes próximo a Ilha dos Macacos, como no dia anterior, e vimos que o bar flutuante Petiscos estava utilizando a poita da prainha onde pretendíamos nos esconder. Mudança de planos, cambamos as velas e continuamos rumo Saco do Céu, buscando um refúgio tranqüilo para essa noite. A tarde chegou com o mesmo vento, as mesmas ondas só que com quase nada de chuva, deu para improvisar um "almoço" marinheiro e devido ao vento constante não entramos no Saco do Céu. Tendo vento na proa fizemos um bordo curto para o lado de Porto Galo e outro bordo rumo Japariz (Ilha Grande), depois da marca do canal outro borde que dava entre Porto Galo e Porto Real (continente) e outro que "prestou", quer dizer um borde positivo que dava rumo à Ilha do Abraão já no través da Enseada das Estrelas. Resultado, mais uma mudança de planos. Vamos para Abraão!
Entramos na Enseada por volta das 15h30 sem chuva, mas a ressaca (ondas e vento) estava bem marcada e a chuva começou e não parou mais. O Capitão consultou a todos e decidimos por uma ancoragem abrigada bem dentro da enseada da Crena. Jogamos ferro a 4 metros de profundidade com 20 metros de corrente, bem em frente à Pousada Asalem. A idéia era alugar o taxi boat desta pousada para ir para o centro caso a chuva melhorasse.
Nessa ancoragem tínhamos como vizinhos, além do Kotoko (trimaran do Supi), 4 "doradeiras" que se escondiam do mal tempo e que, tendo armazenado em seus porões um estoque de iscas, mantiveram ligados por toda a tarde e por toda a noite os sistemas geradores de energia e de refrigeração com motores a todo "vapor". Também buscaram abrigo nessa reparada enseadinha alguns outros pesqueiros, e 3 outros veleiros dos quais me chamou a atenção um veleiro modelo Hunter 39 (americano).
A tarde foi tranqüila e chuvosa, armamos o coletor de água para aproveitar a chuva e carregar os tanques com água doce. Muitos comes e bebes e leitura para passar o tempo. Preparamos o jantar, macarrão com atum para uns e omeletes para outros.
No rádio VHF escutamos notícia do Ciclone Extra-tropical e imaginamos seus efeitos no sul.
Aqui a chuva continua e foi cancelada a visita à vila do Abraão, depois de conversar bastante todos passaram uma noite tranqüila. Nem o barulho dos pesqueiros incomodou.
Continua....
Veja como segue o passeio de Camila, Vivi, Priscila e Vinícius....
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Última Atualização ( 12 de setembro de 2008 )
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Mai
01
2008
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Por Administrator
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01 de maio de 2008 |
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Estávamos esperando o Grupo da Camila, que estava chegando de São Paulo. O horário programado para embarque era 10h, o barco estava pronto e nada de Camila. O dia amanheceu claro sem chuva a pesar da previsão ruim, mas já era quase meio dia e começou a chover. Lógico que bem na hora que resolvi ir comer alguma coisa eles chegaram. Parece que as instruções do www.sailabout.com.br de como chegar a Porto Aquarius 1 estavam boas, problema é que se quem vem de São Paulo deve, por favor, ler as instruções ” São Paulo x Angra”, ou vai ter alguma dificuldade como descobriram Camila e cia depois de ter passado 2km da entrada do Condomínio. Nada Grave.
Embarcamos: Camila, Vivi, Priscila e Vinicius; acho que a apresentação do barco não foi muito longa e todos prestaram mais atenção na operação “descarga elétrica do banheiro de popa” do que no “por favor mantenham as luzes amarelas desligadas” ou no “cuidado com a geladeira”.
Que frio! 13h já estávamos saindo da Baía da Ribeira com vento SE, motor ligado carregando geladeira, próximo às Cambebas o vento ainda constante já um pouco mais forte nos permitiu abrir um pouquinho de genoa e aí veio a primeira idéia do que fazer.
Segundo a previsão do tempo teríamos melhor clima na sexta e uma boa opção seria ganhar o dia percorrendo a maior distância possível, guardando as paradas mais bonitas para os dias melhores que o satélite prometia que viriam. Consultada toda a tripulação, seguimos por dentro do canal da Gipóia com destino Abraão, ou saco do Céu , pois já era mais de 14h30 e ainda havia umas boas 4h de navegação com essas condições. Passamos com Genoa e motor pelos “Deltas” que havia saído do Bracuhy, com todo pano, o da dianteira orçava mais e com mesmo vento e condições estava dando uma lavada no companheiro que vinha atrás talvez velejando mais tranqüilo sem se preocupar muito com o desempenho ou quem sabe tentando se entender com o barco.
Saímos do canal da Gipióa e entrou um Leste com uns 15 a 20 nós e a chuva forte estava aparecendo após a Ilha dos Macacos. Chuva e frio aliado a pouco tempo de luz do dia contribuíram para a decisão do Capitão Guille: Sitio Forte. A tripulação apoiou depois de ser informada que o Quiosque do Lelé oferecia serviço de banho quente a R$5. Cambamos e seguimos por volta de uma hora até a Praia de Ubatubinha com a turma da Camila meio quieta. Chegamos com bastante claridade e pegamos uma poita perto da Praia em frente ao Quiosque do Lelé. Estavam também o Clipper 411 da BYC muito mal ancorado (será que eles não sabem que essas coisinhas amarelinhas boiando são usadas pelos barcos para amarrar-se e que deveriam por favor ancorar longe delas?), o Syrena pertinho, um Beneteau urugauio de casco azul escuro como o Macu que já havíamos visto eu acho que na Regata Fest-Vela (Paraty-Angra de 2007), o Shinda do Jose, o Rapa-nnu e mais uns veleiros mas longe, além do Catamara que chegou mais tarde. Esse grupo, pequeno para um feriado no Sítio forte, não tinha nem idéia da noite que teriam que enfrentar.
O chá da tarde foi servido quente e com biscoito. Apesar de que os famosos anfitriões da Praia de Ubatubinha (Gansos que vivem nesse local)comeram mais ” Clube Social” do que nós mesmos. Esses Gansos passam de barco em barco buscando um petisco. O Guille já tem prática em “falar” com eles.
Acho que o pessoal do restaurante estava distraído com o penúltimo capítulo da novela das seis porque não atendiam o rádio de forma alguma. Foi necessário recorrer ao farolete para despertar a atenção deles, um equipamento potente e portátil com luz de longo alcance (que o Macu herdou da Liberty, Cabramar 26 que foi do meu pai e que, infelizmente, tivemos que vender).
Com a ajuda do bote de apoio o quarteto paulistano foi aproveitar a noite em terra.
Lá pelas 21h comecei a sentir ondas freqüentes e se tronaram maiores, ainda sem vento atingiam a lateral do barco. Quando nossos convidados chegaram de sua aventura gastronômica as ondas ainda estava freqüentes, mas o barco já estava aproado ao vento que vinha da entrada da enseada de Sítio Forte. Para mim foi a primeira vez que encontrei ondas e vento forte nesta tranqüila enseada, tão querida pelos velejadores.
Durante a noite o tamanho das ondas continua grande e como eu não havia previsto isso tinha pouco cabo na poita e essa estalava e fazia atrito na âncora. O barulho do vento, das ondas, do cabo, da âncora e tudo mais me deixaram preocupada com o conforto do pessoal, a final eu sempre digo que dentro da baía é muito calmo e confortável para dormir. Logo no primeiro dia uma tempestade de vento Leste vem colocar minha palavra em dúvida.
O Oceanis 411 garrou e passou a madrugada tentando re-ancorar, passando com motor ligado entre nós e o Syrena algumas vezes. Nessa hora eu já escutava conversa e fiquei mais preocupada ainda com nossos passageiros que poderiam estar aflitos. É uma situação muito normal (não para esse local) para nós e estávamos seguros em uma poita conhecida, mais nem todos sabiam disso. No fim a noite terminou sem nenhum probelema.
Veja como segue o passeio de Camila, Vivi, Priscila e Vinícius....
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Última Atualização ( 12 de setembro de 2008 )
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Nov
26
2007
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Por Administrator
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26 de novembro de 2007 |
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Depois de 25 meses desde a última pintura, decidimos que já era hora...
As 3 demãos de Tritão (Internacional) de outubro de 2005 suportaram muito bem por uns 16 meses. Depois, próximo a linha d'água onde crescem algas e se limpa mais frequentemente, a descapagem foi muito maior e já estava dando trabalho para limpar, havia cracas mas nada de outro mundo.
Antes de decidir por voltar a trabalhar com o Estaleiro Angra Diesel fizemos orçamentos detalhados em Paraty (Porto Imperial) e Verolme. Veja abaixo os orçamentos que fiz uns meses antes do trabalho, as informações devem ser confiormadas e servem somente para ilustração:
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Verolme - Travel lift
Lingada de Subida e descida: R$ 720
Diária: R$ 4,50 por pé por dia (R$ 180 por dia)
Mão de obra da empresa Sea Boat (Celso F: 24 - 33691137): R$ 600,00
Se fizer com mão de obra de uma empresa local (exemplo a Sea Boat) o Estaleiro da Marina Verolme faz desconto de 30%
Com desconto:
Ligada de subida + descida = R$ 504
Diária R$ 126
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Marina Porto Imperial - Travel lift
Lingada de Subida e descida: R$ 720
Diária: R$ 3 por pé por dia (R$ 120 por dia)
Mão de obra Eduardo (F: 24 - 99997176): R$ 800,00
Se fizer com mão de obra de uma empresa local (exemplo Eduardo) o Estaleiro da Marina Porto Party faz desconto
Com desconto:
Ligada de subida + descida = R$ 640
Diária R$ 80
Telefone daMarina: 24 - 33716022
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Angra Diesel - Grua
Lingada de Subida e descida: R$ 560
Diária: R$ 3,50 por pé por dia (R$ 140 por dia)
Mão de obra local (Oseias ouHermínio F: 24 - 33657482): R$ 1000,00
Se fizer com mão de obra local o estaleiro não cobra diária de patio
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No fim das contas, veja que todos eles têm preços parecidos e a decisão pelo Angra Diesel foi porque fica no Centro de Angra economizamos transportes e facilitamos a vida se precisar ir comprar algo que falte ou de ultima hora. Mais um motivo: o trabalho tinha ficado bom da outra vez. Por fim: havia lugar no pátio para o dia pretendido e prometeram que ficava pronto antes do trabalho que temos dia 3 de dezembro e da Regata "Fest Vela" (Paraty - Angra) na semana seguinte.
Definido o estaleiro fomos fazer orçamento de tintas e materiais em várias lojas de Angra e decidimos comprar tudo na Casa Rios:
Rolinhos de lã, palha de aço, fita crepe, primer e anti-incrustante, tudo custou: R$ 837,50
Utilizamos 2 latas de 3,6L de Intertuf Vinil JVA Internacional: R$ 164,80 cada
2 latas de 3,6 litros de Internacional Tritão um galão Azul e outro vermelho de R$ 234,50 cada
Enfim deixamos Porto Aquarius as 11 da manhã chegando as 12h15 na frente do estaleiro. Tivemos que esperar até as 14h para ter uma maré adequada aos nossos 2 metros de calado. O tempo estava úmedo e garoava. Além disso temos pouco tempo para terminar o trabalho. Mas é sempre assim... o ano todo para fazer o serviço e ficou para a última hora às vésperas do Verão. Na verdade o planejamento era de subir ao estaleiro depois do feriado de 15 de novembro, pois antes a "nossa" carreta, quer dizer, aquela adequada para nosso barco estava ocupada. Depois do feriado choveu, choveu, choveu. Aproveitamos o atraso da ida ao estaleiro para refazer os vernizes dos pisos, repintamos o porão e reparamos os bancos do cockpit (adeus teca).
Finalmente dia 26 de novembro subimos o barco com um guincho (grua) e os trabalhos começaram com lavagem com palha de aço.
Dia 27/11 pela manhã começaram a passar o primer. O trabalho foi interrompido por causa sa chuva. De tarde Oseias mascarou a linha d'água e terminou o trabalho com o Primer.
Dia 28/11 A primeira demão, Vermelho, foi passada e instalada borracha para proteger o lugar onde fica a rabeta.
Dia 29/11 segunda demão, Azul.
Dia 30/11 Reparamos a tampa da sonda que estava entrando um pouco de água e vedamos com Silicone. Foram retirados alternadamente os calsos da carreta para pintura deste local onde o barco fica apoiado e deve ser pintado posteriormente.
Dia 01/12 Retoque dos calsos, depois Oseias limpou a linha d'água com lixa 1200 e água sanitária. Esperamos a maré alta e ÁGUA!!!
Ficamos observando a entrada da sonda para ter certeza que não entrava mais água e como de costume preparamos um churrasco para todo pessoal. Desta vez eu fiz uma filmagem do trabalho a qual passei para eles na hora do churrasco e foi um sucesso, uma cópia do filme dei de presente para o pessoal do estaleiro.
Espero que essas informações ajudem a planejar o trabalho no seu barco, para fim de comparação temos 12 metros de comprimento, 2 metros de calado (considere quilha e leme) e 4 metros de boca.
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Última Atualização ( 25 de maio de 2009 )
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Out
20
2005
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Por Administrator
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20 de outubro de 2005 |
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O Macu estava precisando de uma trato! Subimos o veleiro no Angra Diesel. Foi por indicação, tínhamos dois amigos fazendo aí o fundo neste estaleiro. Quando chegamos o Charran ainda estava no seco e o tivemos como vizinho por alguns dias ainda, até que terminou o serviço e voltou pra água.
Ficamos uma semana no estaleiro, a subida foi tensa mas deu tudo certo, o problema é que mesmo com a maré bem alta tocamos o leme na areia e isso deixou o Capitan Guille nervoso. Depois não é fácil ver o Macu pendurado no guindaste. A impressão que eu tenho é que dá mais nervoso do que quando sai no travellift. Logo no primeiro dia lavaram o fundo e tiraram craca e algas que estavam povoando o casto. Eu pensei que estivesse pior. Mas as constantes faxinas e mergulhos fizeram bom efeito. Como o Macu fica parado no Aquarius na mesma posição e um lado toma mais luz que o outro, tínhamos diferentes situações de algas e cracas, tanto em quantidade como em qualidade.
Esqueci de contar, mas um dia de maré baixa batemos a quilha no morto da poita e outra maré baixa e uma imperícia ridícula nos fez pegar o cabo da poita no hélice.... bem digo isso porque antes de pintar tivemos que retocar com massa epóxi na quilha, desmotamos o hélice, cone, troca isso e aquilo e apesar de ficar perfeito agora, ficou caro o descuido. Poderia ser pior se não encontrássemos retentores e outras peças caríssimas da rabeta Volvo do Macu. Outra coisa interessante, que eu nunca imaginaria é que tinha água dentro do leme, o capitan sabia que entrava, mas para mim foi uma surpresa a quantidade. Eu pensava que era maciço, mas não. Tem uma parte toda cheia e uma que tem espaço e aí, de alguma forma entra água. Guille lhe fez um furo com a furadeira e ficou caindo água durante quase uma hora!
Bem, para quem se interessa encontramos tinta anti-incrustante em promoção. Colocamos a Tritão mesmo, 3 demão, um galão de cada cor: vermelho, azul e por fim uma verde. Eu queria preta, mas dessa marca, que é mais barata, não existe a cor. O Primer foi Intertuf (ou sei lá como se escreve), um galão deu. Para ajudar quem precisa calcular o rendimento das tintas, o Macu tem 12 metros de comprimento, 4 de largura, quilha de 2 metros e leme de 2 metros. O ano passado não estivemos presentes quando o serviço foi feito (em outro estaleiro), e o fundo já estava ruim 8 meses depois (não podemos saber qual o motivo). Agora fiscalizamos tudo, vamos ver quanto tempo dura. Pesquisamos com amigos e pelo que percebemos não há muita diferença de tempo de duração das tintas e a diferença de preço é absurda. Não seguimos nenhum conselho da varanda do clube, não adicionamos nenhum antibiórico ou veneno extra às tintas, nem nenhum outro componente que foi usado por colegas do clube. Depois comparamos, ok? O único fator preocupante em relação ao serviço foi que os dias estavam muito úmidos e o serviço foi feito assim mesmo, até com algum chuvisco. O ponto alto foi o carro-cama do estaleiro, era muito interessante, com os apoios reguláveis que são alternados para pintura em baixo dos calços. Solução para um grande problema com as estacas usadas anteriormente.
O estaleiro, relativamente, não foi caro, cobraram a lingada e a mão de obra. Não cobraram a estadia. Nos receberam muito bem e no dia que o Macu voltou par água fizemos um churrasco, mesmo com chuva. Sabemos das dificuldades de quem tem um barco grande em Angra. E por isso descrevi mais detalhes do que o público em geral gostaria de saber. Não estamos patrocinados nem pelo estaleiro nem pela Internacional (ainda hahahaha). As informações são apenas um registro importante para quem passa anualmente pela maratona das cracas. Esperamos que os dados sejam úteis.
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Última Atualização ( 26 de setembro de 2008 )
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